A disputa pelo Governo de Santa Catarina começa a cada dia que passa ganhar mais força, porém ainda corre o risco de repetir um roteiro conhecido: muita polarização, ataques entre adversários e discursos nacionais, enquanto os problemas reais dos catarinenses ficam em segundo plano.
Jorginho Mello, João Rodrigues, Gelson Merísio e os demais candidatos apresentam propostas para saúde, segurança, infraestrutura, educação e desenvolvimento regional. Mas o eleitor precisa cobrar mais do que promessas bem embaladas.
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Santa Catarina enfrenta gargalos nas rodovias, filas na saúde, dificuldades de mobilidade, problemas de saneamento, demandas crescentes por segurança e enormes diferenças entre as regiões. São questões concretas, que exigem planejamento, recursos, prazos e resultados.
O que falta, muitas vezes, é menos discurso ideológico e mais explicação sobre como cada promessa será executada, quanto vai custar e quando chegará à população.
Não basta dizer que vai investir. É preciso dizer onde, quanto e em quanto tempo.
Também é preocupante quando uma eleição estadual vira apenas extensão da disputa nacional. O catarinense não pode ser tratado somente como eleitor de um grupo político. É cidadão que paga impostos e espera serviços públicos eficientes.
Estrada ruim não tem ideologia. Fila de cirurgia não escolhe partido. Falta de segurança, água, moradia ou atendimento médico atinge todos.
A eleição de 2026 precisa discutir menos personagens e mais soluções.
Quem pretende governar Santa Catarina deve provar que conhece o Estado além dos palanques, das redes sociais e dos discursos partidários.
No fim, a cobrança deveria ser simples: menos promessa, menos polarização e mais compromisso concreto com a vida dos catarinenses.