No Oeste, foi condenado a 34 anos de prisão um homem que cometeu estupro de vulnerável, três crimes de pornografia infantil (produção de filmagem, distribuição e armazenamento de material pornográfico envolvendo criança) e abuso e maus-tratos contra um animal doméstico. Em setembro de 2025, ele foi denunciado pelo Ministério Público pelos cinco crimes. A sentença, emitida na quarta-feira (4), estabeleceu a pena de 34 anos e 26 dias de prisão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 47 dias-multa. Ele está preso e não poderá recorrer em liberdade.
A Promotoria de Justiça destacou no processo que o adulto de 20 anos de idade se valeu da relação familiar e da coabitação para cometer os crimes contra a vítima, que é seu irmão mais novo e ficava sob seus cuidados enquanto seus pais trabalhavam. O MPSC relatou nas alegações finais reiterados episódios de abuso sexual cometidos no primeiro semestre de 2025. A vítima tinha entre três e quatro anos de idade na época. A materialidade dos crimes foi comprovada por vídeos que foram gravados, armazenados e divulgados na rede mundial de computadores pelo réu.
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O Ministério Público também compilou capturas de tela de situações narradas pelo homem para outros usuários em conversas on-line. Ao todo, foram citadas nove ocorrências de atos libidinosos e abuso sexual cometidos contra o irmão. Pelo crime de estupro de vulnerável com continuidade delitiva, o réu foi sentenciado a 21 anos e três meses de reclusão.
O autor cometeu ainda três crimes envolvendo pornografia infantil, com dois episódios de produção e filmagem e três situações que incidem nos crimes de armazenamento e distribuição de material pornográfico envolvendo criança. Somados, os três crimes totalizaram pena de 10 anos, nove meses e 26 dias de reclusão, além de 10 dias-multa. Separadamente, a pena foi estabelecida da seguinte forma:
Pelo crime de abuso e maus-tratos contra um animal doméstica, o réu foi sentenciado a dois anos de reclusão e 10 dias-multa. A vítima era o gato da ex-companheira do réu. O ato de zoofilia foi registrado em um arquivo de mídia localizado no celular do homem.
Atendendo à solicitação do MPSC, a Justiça fixou o valor de R$ 50 mil para indenização por danos morais em favor da vítima. O autor já estava preso e assim aguardará o julgamento de um eventual recurso. A prisão preventiva dele foi decretada em setembro de 2025, após representação da autoridade policial, com manifestação favorável do MPSC.
Os nomes dos envolvidos e o município onde os fatos ocorreram não serão divulgados para preservar a intimidade da vítima, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente.