Com a vitória conquistada neste segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para um quarto mandato. A campanha deste segundo turno teve foco total nas plataformas e redes sociais, abdicando até mesmo da participação em parte das sabatinas. Apesar da virada inédita nas urnas em um segundo turno e da recondução ao cargo, está posto ao presidente o desafio de governar o país com um Congresso mais alinhado com a direita. Tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal, o partido que mais cresceu foi o PL, seguido pelo Novo, em ambas as casas.
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Ainda que PT, PSol e PCdoB tenham mantido as vagas ou passado por um crescimento moderado, isso não se compara ao aumento do PL, que ganhou 23 cadeiras na Câmara e 13 no Senado. Para esse aumento, alguns partidos de direita perderam espaço para o PL, como é o caso do PP, do União Brasil e dos Republicanos, que tiveram uma baixa de 12 vagas na Câmara e duas no Senado. No entanto, os mais penalizados neste processo foram os partidos do “Centrão”, como é o caso do MDB, PSD e PSDB, que somados perderam 13 vagas na Câmara e 12 no Senado.
Com a redução do espaço dos partidos de centro, historicamente mais abertos a negociar pautas, o presidente eleito precisará aumentar a articulação com o Congresso Nacional. O Lula terá dificuldade de lidar com esse Congresso e Senado, que parecem ter uma coesão ideológica da direita mais marcante. No entanto, a maior variável é como equacionar a boa relação com o ‘Centrão’, que continua sendo o fiel da balança da governabilidade.