A Copa do Mundo chegou, enfim, à fase em que não há espaço para deslizes ou desculpas. A partir de agora, qualquer erro custa caro. Muito caro. Quem perder faz as malas, troca o estádio pelo aeroporto e passa a acompanhar o restante do Mundial pela televisão. Para o Brasil, um adeus tão precoce seria muito mais do que uma eliminação: seria uma decepção de proporções gigantescas.
Dentro deste contexto, nesta segunda-feira, às 14h (de Brasília), no NRG Stadium, em Houston, a Seleção enfrenta o Japão pela segunda fase. Em jogo único, vale uma vaga na próxima fase da Copa do Mundo, quando o vencedor terá pela frente Costa do Marfim ou Noruega. Em caso de empate no tempo normal, haverá prorrogação e pênaltis.
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O Brasil chega ao mata-mata invicto e como líder do Grupo C, mas nem tudo foi tranquilo até aqui. A estreia deixou um ambiente de desconfiança. O empate diante do Marrocos por 1 a 1, aliado a uma atuação pouco convincente, fez crescer algumas dúvidas em torno da equipe de Carlo Ancelotti. A reação, porém, veio na hora certa. A vitória sobre o Haiti serviu para devolver a confiança, mas foi diante da Escócia que a Seleção mostrou, enfim, um futebol compatível com quem sonha com o título.
Mas o desafio desta segunda-feira (29) está longe de ser simples. O Japão também atravessou a primeira fase sem derrotas. Os orientais terminaram em segundo lugar no Grupo F, após empatarem com Holanda e Suécia e golearem a Tunísia por 4 a 0. A equipe asiática mostrou organização, velocidade e capacidade de competir.
A teoria aponta o Brasil como favorito, principalmente pelo futebol apresentado na última rodada. Mas a Copa tem uma regra implacável: a partir de agora, cada partida é uma final. E ninguém quer descobrir tão cedo o caminho de volta.