Após um voo ao redor da lua repleto de momentos intensos e simbólicos, os quatro astronautas da missão Artemis II devem retornar à atmosfera terrestre e realizar um pouso na água na noite desta sexta-feira (10), na costa da Califórnia.
Após se aventurarem a mais de 406.000 quilômetros da Terra, a maior distância já percorrida, os americanos Christina Koch, Victor Glover e Reid Wiseman, e o canadense Jeremy Hansen, a bordo da cápsula Orion, devem pousar na costa de San Diego, por volta das 17h07 locais (21h07 no horário de Brasília).
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O pouso na água está programado para encerrar esta missão de dez dias, que transcorreu com uma execução impecável até o momento. Um retorno seguro proporcionaria à Nasa o alívio de ter enviado astronautas com sucesso para o espaço profundo pela primeira vez desde o fim do programa Apollo, em 1972, após anos de atrasos e incertezas. Um sucesso que depende da capacidade do escudo térmico da Orion para suportar as temperaturas de 2.700°C geradas pelo atrito atmosférico durante o retorno.
Todos prenderão a respiração durante os 13 minutos, seis deles sem qualquer possibilidade de comunicação com a tripulação, que separam a entrada da espaçonave na atmosfera, a 38.000 km/h, de seu pouso no Pacífico, após ter sido desacelerada por uma série de paraquedas robustos.
As famílias dos astronautas estarão presentes no centro espacial da Nasa em Houston, que coordena a missão. Sendo, antes de tudo, uma missão de teste, a Artemis II tem como objetivo permitir que a Nasa verifique se seus sistemas estão prontos para viabilizar o retorno dos americanos à superfície lunar, com a finalidade de estabelecer uma base no local e preparar o terreno para futuras missões a Marte.
A Nasa almeja realizar um primeiro pouso lunar em 2028, antes do término do mandato de Donald Trump e de 2030, data estipulada por seus rivais chineses para pisar na Lua. Contudo, especialistas preveem novos atrasos, uma vez que os módulos lunares de pouso ainda estão sendo desenvolvidos por empresas dos bilionários Elon Musk e Jeff Bezos.
Enquanto isso, esta primeira missão tripulada que já custou dezenas de bilhões de dólares, com vários contratempos e atrasos, buscou reacender a paixão dos americanos pela exploração espacial. Outra expectativa da tripulação, segundo compartilhou o comandante Reid Wiseman, era “permitir que o mundo fizesse uma pausa, ainda que apenas por um instante”.