O Irã anunciou, nesta segunda-feira (11), que exigiu o fim da guerra no Oriente Médio, do bloqueio americano aos portos e a liberação de seus ativos congelados, na contraproposta apresentada ao presidente americano, Donald Trump, que a rejeitou categoricamente.
O impasse provoca o temor de uma retomada das hostilidades no Golfo, frustra as esperanças de um acordo negociado rápido para a reabertura do Estreito de Ormuz ao transporte comercial e eleva os preços do petróleo.
Trump reagiu furioso à resposta do Irã à proposta mais recente de paz dos Estados Unidos. Em uma mensagem nas redes sociais, ele chamou a contraproposta de totalmente inaceitável.
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Os mercados de energia reagiram com uma alta nos preços do petróleo do tipo Brent, referência internacional, que se aproximaram de 100 dólares por barril. Trump não especificou os pontos de divergência.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Irã, o país pediu o fim do bloqueio naval americano e da guerra “em toda a região”, o que implica um cessar dos ataques israelenses contra o grupo pró-iraniano Hezbollah no Líbano.
Em uma entrevista coletiva, o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, informou que as exigências do país também incluem a “liberação dos ativos pertencentes ao povo iraniano, que durante anos permaneceram injustamente bloqueados em bancos estrangeiros”.
As exigências significariam o retorno à situação anterior ao ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra seu território, em 28 de fevereiro e, também seriam o equivalente a uma vitória de Teerã em sua luta contra o isolamento econômico. “Não exigimos nenhuma concessão. Exigimos apenas os direitos legítimos do Irã”, declarou Baqaei.
O fim das sanções internacionais reduziria a influência de Washington sobre Teerã para impor limites ao seu programa de enriquecimento de urânio. Estados Unidos, Israel e seus aliados acusam o Irã de almejar a fabricação de uma bomba atômica, o que Teerã nega.