O governo Luiz Inácio Lula da Silva acusou na noite da terça-feira (4) o governo Donald Trump de tentar interferir nas eleições presidenciais e repudiou a revogação do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti. O Palácio do Planalto disse que o governo norte-americano justificou a decisão com base em premissas falsas e conduziu uma “escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas”.
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O Palácio do Planalto também acusou o Departamento de Estado de tentar enviar ao Brasil dois diplomatas – o Itamaraty negou o visto deles e barrou a visita – com planos de “colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro, em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional”. A chancelaria americana negou essa intenção.
O governo Lula também reclamou que ainda permanecem vigentes as cassações de vistos de autoridades brasileiras determinadas no ano passado, no auge da crise política e do tarifaço e às vésperas da viagem de Lula a Nova York, para a Assembleia Geral das Nações Unidas.
“Vale recordar que seguem em vigor sanções individuais sobre autoridades brasileiras, notadamente o cancelamento de vistos para o EUA, com base na alegação infundada de perseguição política ao ex-presidente Bolsonaro. Entre essas autoridades estão ministros da Suprema Corte e funcionários de primeiro escalão do Poder Executivo”, afirmou o Planalto.