A campanha eleitoral é uma época curiosa.
Quanto mais perto chegam as urnas, mais aparecem soluções para problemas que passaram anos esperando respostas. Tem promessa para o bolso, para a saúde, para a segurança e até para a balança.
A picanha já virou símbolo do debate sobre poder de compra. Agora, a novidade são as chamadas canetas emagrecedoras, cuja oferta pelo SUS foi defendida pelo presidente Lula nesta campanha. O Ministério da Saúde afirma que a incorporação será feita mediante estudos e protocolos clínicos.
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E assim segue o cardápio eleitoral.
De um lado, benefícios, programas e facilidades. Do outro, promessas de menos impostos, mais segurança, crescimento econômico e mudanças profundas no Estado.
Muda o candidato. Muda o partido. Porém, a estratégia de seduzir o eleitor com aquilo que ele mais deseja continua bastante conhecida.
Prometer não é o problema. Toda eleição precisa apresentar projetos e alternativas.
A questão é saber quando termina a proposta de governo e começa a promoção eleitoral.
Porque no palanque tudo parece simples. Difícil é explicar quanto custa, de onde sairá o dinheiro, quando será colocado em prática e se continuará valendo depois que os votos forem contados.
Entre a picanha, a caneta e tantas outras promessas, talvez esteja faltando justamente o produto mais importante nesse balcão eleitoral: um pouco mais de realidade.
Afinal, promessa de campanha pode até sair de graça, mas a conta de governar nunca sai.