A possível redução da carga horária semanal de trabalho poderá gerar impacto de R$ 10,8 bilhões por ano às cooperativas de Santa Catarina, segundo levantamento divulgado neste mês pela Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina. A proposta, que deve ser apreciada pelo Congresso Nacional neste semestre, prevê a diminuição da jornada de 44 para 40 ou 36 horas semanais, sem redução salarial.
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A entidade também argumenta que não há mão de obra disponível no Estado para suprir essa demanda. Conforme dados citados pela Ocesc, Santa Catarina registrou taxa de desemprego de 2,3% no terceiro trimestre de 2025, cenário considerado de pleno emprego.
Outro ponto levantado é que os brasileiros trabalham, em média, 38,9 horas por semana, jornada inferior à de 97 países e territórios analisados pela OIT. Para a Ocesc, a redução da jornada poderá resultar em aumento dos custos operacionais, perda de competitividade e elevação de preços ao consumidor final, além do risco de crescimento da informalidade.