A passagem do governador e candidato à reeleição Jorginho Mello por Xanxerê, no domingo (27), movimentou a política regional. O encontro reuniu lideranças, apoiadores e candidatos da chapa governista.
Nas fotografias, abraços, sorrisos e demonstrações de unidade. Nos bastidores, porém, o cenário aparentemente foi bem menos harmonioso.
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Também chamou atenção a aproximação de prefeitos e vice-prefeitos ligados a outros grupos partidários. Em período eleitoral, as convicções políticas parecem ganhar certa elasticidade: adversários de ontem dividem o mesmo espaço hoje e, dependendo do resultado das urnas, ninguém sabe exatamente onde estarão amanhã.
Mas o episódio mais emblemático teria ocorrido longe dos discursos e das câmeras oficiais.
Segundo relatos de bastidores e imagens que circulam pelas redes sociais, um candidato a deputado pelo próprio PL e um cabo eleitoral/assessor ligado a outro candidato da legenda protagonizado uma discussão acalorada nas ruas da campina. O clima esquentou a ponto de exigir a intervenção da famosa “turma do deixa disso” para evitar que a discussão terminasse no fight.
Se confirmado, é o velho fogo amigo mostrando novamente suas labaredas.
Porque, em uma eleição, a disputa não acontece apenas entre partidos adversários. Dentro das próprias legendas existe uma guerra silenciosa por votos, território, lideranças, cabos eleitorais e, principalmente, espaço político.
No palanque, todos são companheiros.
Na rua, cada voto tem dono.
E quando vários candidatos tentam ocupar o mesmo território eleitoral, a disputa interna pode se tornar tão intensa quanto aquela travada contra os adversários.
No fim das contas, talvez o episódio deixe uma mensagem incômoda para quem insiste em vender uma imagem de unidade absoluta: às vezes, o fogo mais perigoso não vem da oposição. Vem de dentro da própria casa.