Mal terminou o primeiro turno das eleições de 2026 e os bastidores da política já estão movimentados por articulações que ultrapassam os limites das urnas. Em Santa Catarina, uma informação que ganhou repercussão nas últimas horas coloca a senadora eleita Carol De Toni (PL) como possível indicada ao Supremo Tribunal Federal (STF), caso Flávio Bolsonaro vença a disputa presidencial.
A hipótese levantada pelo jornalista Rodrigo Vieira, abriu espaço para outro debate: quem ocuparia a cadeira conquistada por Carol no Senado?
Eleita em 4 de outubro com quase 2,7 milhões de votos, Carol De Toni ainda nem iniciou seu mandato de oito anos, mas seu nome já aparece em especulações sobre a composição de um eventual novo governo federal.
O cenário hipotético ganhou repercussão especialmente pelas possíveis consequências políticas para Santa Catarina.
O primeiro suplente de Carol De Toni é o advogado e empresário Geraldo Wetzel Neto (Novo), de Joinville. Já o segundo suplente é o empresário Andrey Tomazi (PL), de Blumenau.
Segundo as primeiras informações divulgadas, Geraldo poderia disputar a Prefeitura de Joinville em 2028, abrindo caminho para que Andrey assumisse a representação catarinense no Senado.
Mas há um detalhe fundamental: a legislação determina que o segundo suplente somente seja convocado quando o primeiro não puder assumir a cadeira. Uma eventual candidatura municipal, por si só, não transfere automaticamente o mandato ao segundo suplente.
A discussão surge em um momento no qual a composição do Supremo Tribunal Federal ocupa espaço relevante no debate eleitoral.
Carol De Toni tem defendido publicamente uma atuação mais firme do Senado na fiscalização dos demais Poderes e na análise de pedidos de responsabilização de ministros do STF.
A senadora eleita também manifestou interesse em disputar a presidência da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, uma das posições mais relevantes da estrutura legislativa.
Sua eventual indicação ao Supremo representaria, portanto, uma mudança expressiva em sua trajetória política. Entretanto, qualquer nomeação dependeria da existência de uma vaga, de indicação presidencial e de aprovação pela maioria absoluta do Senado.
O episódio evidencia uma característica recorrente dos bastidores de Brasília: possibilidades políticas começam a circular muito antes de existir qualquer decisão oficial.
Há interesses partidários, projetos eleitorais e disputas de espaço envolvidos em cada possível movimentação.
Uma eventual ida de Carol De Toni ao Supremo alteraria não apenas sua carreira, mas também a composição da representação de Santa Catarina no Senado e o equilíbrio entre as forças políticas da própria coligação.
Por enquanto, contudo, não existe indicação formal confirmada. Tampouco há fundamento para afirmar que Andrey Tomazi assumirá a cadeira.
A questão que permanece é: estamos diante de uma articulação política em construção ou de mais uma especulação que ganhou força antes mesmo de o resultado presidencial ser conhecido?
Na política, possibilidades merecem análise. Mas possibilidades não podem ser confundidas com fatos consumados.
E, neste momento, a única certeza é que Carol De Toni foi eleita para representar Santa Catarina no Senado a partir de 2027. Todo o restante depende de decisões que ainda não foram tomadas.