Santa Catarina definiu no domingo (4) seus dois novos representantes no Senado Federal. Carol De Toni e Carlos Bolsonaro, ambos do PL, foram eleitos para mandatos de oito anos.
Com 100% das urnas apuradas, Carol De Toni liderou a disputa com 2.694.918 votos, correspondentes a 33,46% dos votos válidos. Carlos Bolsonaro ficou com a segunda vaga, somando 2.081.840 votos e 25,35%.
O resultado fortalece ainda mais a presença do PL na representação catarinense em Brasília. Com as vitórias de Carol e Carlos, o partido passa a ocupar as três cadeiras de Santa Catarina no Senado, já que Jorge Seif, eleito em 2022, permanece no cargo até 2031.
Receba as informações do Ronda em seu Whatsapp… Fique sabendo de tudo primeiro clicando aqui!!!
A eleição também teve um componente histórico. Natural de Chapecó, Carol De Toni se tornou a segunda mulher eleita diretamente para representar Santa Catarina no Senado. A primeira havia sido Ideli Salvatti, em 2002.
Já para Carlos Bolsonaro, o resultado marca uma mudança importante em sua trajetória política. Depois de mais de duas décadas como vereador no Rio de Janeiro, ele conquistou seu primeiro mandato fora do estado fluminense após transferir, em 2025, seu domicílio eleitoral para Santa Catarina.
A definição da chapa do PL para o Senado foi um dos episódios mais turbulentos da campanha eleitoral catarinense.
Inicialmente, o governador Jorginho Mello trabalhava com uma composição envolvendo Carol De Toni e Esperidião Amin. A entrada de Carlos Bolsonaro na disputa alterou o cenário e chegou a gerar a possibilidade de saída de Carol do PL.
Após uma série de articulações envolvendo lideranças nacionais e estaduais da legenda, o partido decidiu lançar uma chapa formada exclusivamente por Carol e Carlos.
Esperidião Amin manteve sua candidatura, mas acabou seguindo outro caminho político durante a campanha.
Mesmo com as divergências internas e os embates públicos entre aliados, as urnas acabaram consolidando a estratégia do PL.
O resultado deixa uma mensagem política clara: Santa Catarina mantém forte identificação eleitoral com candidaturas ligadas ao campo bolsonarista e entrega ao PL uma representação inédita no Senado.
Ao mesmo tempo, a eleição de Carol De Toni também amplia a presença feminina catarinense em um dos principais espaços de decisão política do país.