A deputada federal Caroline De Toni (PL) deixará o partido para concorrer ao Senado pelo estado de Santa Catarina. A decisão foi comunicada ao presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, na quarta-feira (4), após a parlamentar ser “escanteada” pelo partido que fechou as portas para as intenções dela em se lançar como candidata ao senado nas eleições deste ano.
O movimento ganhou força após o presidente nacional do PL tentar convencer a parlamentar a disputar a reeleição à Câmara dos Deputados ou integrar uma chapa majoritária como candidata a vice-governadora de Jorginho Mello (PL). A estratégia do cacique tinha como objetivo acomodar a pré-candidatura ao Senado de Carlos Bolsonaro (PL), que trocou de domicílio eleitoral para a disputa pelo estado catarinense. O filho 02 do ex-presidente da República renunciou ao cargo de vereador no Rio de Janeiro e mudou para Santa Catarina no final de 2025.
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O veto ao nome de Carol De Toni teria sido motivado por um acordo firmado entre o PL e a federação União Progressista, que inclui a pré-candidatura à reeleição do senador Esperidião Amin (PP) na aliança com Carlos Bolsonaro. Nas eleições de 2026, cada estado brasileiro vai eleger dois senadores. Se o PL lançasse a dupla e isolasse Amin na corrida pelo Senado, o PP já havia indicado que poderia se afastar de Jorginho e passar o apoio político ao pré-candidato ao governo João Rodrigues (PSD).
Diante desse cenário, De Toni passou a ser procurada por outras legendas e foi convidada pelo Novo para disputar uma vaga ao Senado. Além disso, também teria recebido sondagens de Avante, Podemos, PRD, MDB e PSD.